terça-feira, 22 de setembro de 2015

CURANDO O MAL DE ALZHEIMER COM ÓLEO DE COCO

Autor: Caio Fleury novembro 12, 2013 25 Comentários
Depois de anos batalhando contra a doença de Alzheimer de seu marido, Dra. Newport se deparou com diversas evidências de que uma dieta cetogênica tem um potencial grande de ser um tratamento eficaz para diversas doenças degenerativas, incluindo a de seu marido.
Dra. Mary T. Newport resolveu testar esta hipótese, realizando assim a incrível façanha de tratar a doença de Alzheimer do marido com óleo de coco em um contexto de uma dieta cetogênica. Com o tempo, a Dra. Newport percebeu que uma dieta cetogênica melhora os sintomas de uma série de outros problemas de saúde. O sucesso do uso do óleo de coco no tratamento de doenças degenerativas tem garantido a ela o direito de conduzir pesquisas em seres humanos e animais, na Universidade do Sul da Flórida (University of South Florida).
Dra. Mary Newport começou a dar ao seu marido de 6 a 7 colheres de sopa de Óleo de coco refinado (Óleo MCT – triglicérides de cadeia média), por dia, misturado nas refeições. O óleo de coco refinado (MCT) é consideravelmente mais eficaz do que o óleo de coco tradicional na produção de corpos cetônicos. Em poucas semanas ela começou a notar uma dramática melhora cognitiva em seu marido.
Dra. Mary dedica boa parte de sua vida em ajudar pessoas portadoras de doenças degenerativas com o uso do óleo de coco refinado junto com uma dieta cetogênica. Ela tem acompanhado o tratamento de diversos casos e tem concluído que a grande maioria das pessoas tem observado melhoras significativas das funções cognitivas e da saúde em geral. Ela escreveu um livro sobre o assunto e disponibiliza bastante informação em seu website: http://www.coconutketones.com
 Existem diversos depoimentos de pessoas que tem curado seus transtornos mentais com o consumo de óleo de coco nos últimos anos, com o aumento da popularidade da dieta Paleo e dietas low-carb. Aquivocê pode encontrar depoimentos de outras pessoas que foram tratadas com uma dieta cetogênica e com o óleo de coco. Contudo, é importante que um médico ou nutricionista sejam consultados para adotar tal regime alimentar.
Esta notícia pode ser novidade para algumas pessoas, mas muitos já haviam se deparado com estudos conduzidos mais recentemente que demonstram o potencial de uma dieta cetogênica no tratamento de diversas doenças degenerativas e uma crescente tendência de pesquisas com o foco no tratamento de doenças neurológicas. Eles em geral indicam que uma dieta cetogênica tem um potencial de curar doenças neurológicas, sendo que notei que o mal de Parkinson, Alzheimer e epilepsia têm sido as mais estudadas, seguidos de outros transtornos como a Síndrome de Tourette, transtorno obsessivo compulsivo, entre outros.  
Estas pesquisas indicam que, em indivíduos portadores da doença de Alzheimer, corpos cetônicos são os melhores substratos energéticos para o cérebro deles, uma vez que muitos neurônios são inaptos a usar a glicose como fonte de energia, ao contrário de indivíduos saudáveis, causando assim a morte dos mesmos e uma gradual perda cognitiva ao longo dos anos. Esta incapacidade cerebral de usar glicose é decorrente da resistência à insulina, quando o pâncreas de um indivíduo se torna inapto a produzir o hormônio insulina, que é responsável por por promover o ingresso da glicose nas células. Esta condição pode ser desenvolvida em indivíduos com a síndrome metabólica, obesos e com sobrepeso.
Em outras palavras, o que as pesquisas descobriram é que as células neurais de indivíduos portadores da doença de Alzheimer podem manter-se vivas e ativas caso seja proporcionada uma alternativa energética ao cérebro, sendo esta alternativa os corpos cetônicos, ao invés da glicose que não pode ser sintetizada pelas células neurais destes indivíduos, impedindo assim a perda cognitiva.
Além disso, o tratamento com óleo de coco é recomendado, pois seu consumo aumenta a produção de corpos cetônicos e corpos cetônicos podem supostamente aumentar a produção de Trifosfato de adenosina ou ATP, responsável por armazenar energia dentro das células para que possam exercer suas funções vitais, essenciais à sua sobrevivência. Ou seja, o consumo de óleo de coco fornece um tipo de energia alternativa ao cérebro, que aumenta a produção de ATP, protegendo assim as células neurais que estão em risco de serem extintas, devido aos químicos externos que são tóxicos para os neurônios.  
 Como entrar em estado de cetose:
Não é novidade para muita gente que para entrar em estado de cetose é preciso restringir o consumo de carboidratos e diminuir o consumo de proteínas, de modo a usar gordura como principal fonte de energia. É possível dizer com base em estudos que o consumo de carboidratos deve ser restrito a menos de 40g diárias para alcançar este objetivo, e o consumo de proteínas não devem passar das 100-120g. Um pequeno aumento na quantidade de carboidratos ingeridos pode reduzir substancialmente o número de corpos cetônicos produzidos. No entanto, de acordo com Dra. Newport e alguns médicos que têm usado a dieta cetogênica para o tratamento de versas condições, é possível aumentar mais ainda a produção de corpos cetogênicos com o óleo de coco ou o óleo MCT e é possível produzir os mesmos efeitos ingerindo quantidades ligeiramente mais altas de carboidratos, até 50 gramas, aproximadamente. Eles recomendam como tratamento o consumo de 40g a 50g de carboidratos com mais de 4 colheres de óleo MCT diárias em indivíduos mais vulneráveis ao efeito da restrição de glicose, além da redução da ingestão de proteínas.
Não obstante, é importante ressaltar que é preciso cautela ao adotar este regime alimentar, para qualquer fim desejado, pois diversos efeitos colaterais podem ocorrer em algumas pessoas, como por exemplo, dores de cabeça, enjôos, tontura e irritabilidade.  Para minimizar os efeitos colaterais, é importante que sejam consumidos vegetais com pouco amido como fonte de carboidratos neste regime alimentar, pois eles oferecem benefícios à saúde e podem ser benéficos para a flora intestinal de modo a impedir ou minimizar os efeitos colaterais, que podem estar relacionados ao efeito tóxico causado por danos à flora intestinal.
Está se tornando cada vez mais notável a importância dos corpos cetônicos como alternativa energética para as células neurais de indivíduos portadores de algumas doenças degenerativas. A princípio, para muitos, esta parece ser uma alternativa muito simplista, no entanto, a ciência tem demonstrado cada vez mais que a adoção de uma dieta cetogênica pode servir como auxilio eficaz no tratamento e na prevenção e de doenças degenerativas, sendo uma alternativa mais barata, que pode proporcionar resultados surpreendentes. 



Registro de nosso terceiro encontro no dia 14 de setembro de 2015.



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ATIVIDADES INTERGERACIONAIS E SUA IMPORTÂNCIA SOCIAL

GAL ROSA 23/06/2015 
A palavra intergeracional não se encontra no dicionário por se tratar de uma palavra aglutinada. Nos últimos anos essa expressão tem sido cada vez mais usada. Ela conceitua método de trazer à convivência crianças, jovens, adultos e idosos. Nos interessa saber quais benefícios adquirimos com este tipo de convivência.
Será que estamos reencontrando a importância de voltarmos a nos relacionar de forma livre, harmoniosa, respeitosa e cheios de interesses saudáveis uns pelos outros?
Consigo ver, na verdade, que todos nós podemos ganhar nas relações intergeracionais: a criança aprende com o mais velho desenvolvendo coragem e motivação para lidar com a vida. Os jovens encontram inspiração e porto-seguro para corrigir os erros. Os mais velhos sentem-se satisfeitos ao transmitir seus conhecimentos que poderão perpetuar por gerações resguardando os valores de sua família e de sua sociedade. E satisfação pela vida é algo muito importante para nossa saúde e bem-estar.
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Socialmente nos é muito valioso continuarmos seguindo em frente com o legado deixado por nossos ancestrais, assim nos dando forma e identidade cultural, a coisa mais importante para os povos e nações.
Como mais poderíamos existir senão através de nossas características coletivas, específicas e individuais? Como existir sem cultura, sem ordem social, sem desenvolvermos nossas habilidades? Afinal de contas tudo isso é parte do “pacotinho da vida”! E se estamos perdendo a ordem social, é porque nos está faltando esta interação por meio de convivência, de contato pessoal a partir dos membros de uma família e então a partir dos membros da sociedade. Não seriam os valores morais, culturais e éticos transmitidos pelos mais velhos, a partir de nossas famílias? Para qual direção estamos indo?
Portanto desejo de coração que neste período atual de tantos conflitos e reivindicações possamos de fato refletir e realizar sobre a importância de convivermos harmoniosamente, com interesse em aprendermos uns com os outros, com os erros uns dos outros retirando a lição do acerto, e principalmente “aprender com quem sabe”. E o indivíduo que sabe neste caso, não é o diplomado pela ciência, mas o diplomado pela vida.
Aprender com os erros e aprender com quem sabe representa interesse em viver, interesse em saber como se faz melhor para poder viver melhor. E quem não quer viver melhor já morreu, não é mesmo?


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O assunto é… DEMÊNCIA!
 “Todo mundo fica com problema de memória com a idade?”
“Se meu pai teve Alzheimer eu também vou ter?”
“Tem algum remédio pra prevenir demência?”
Costumo responder estas perguntas da seguinte maneira:
·        Demências acontecem por algum motivo que não se relaciona com a idade de forma direta. Porém, diretamente, pode se relacionar com diversos acometimentos ligados à saúde e integridade física, com O NÍVEL de desgaste físico que ocorre com o passar dos anos e a qualidade de vida que se teve, antes de seu surgimento. A genética também pode contribuir para o surgimento de demência, sem sabermos se de fato ela se manifestará. POR QUÊ?
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Porque há muitos e muitos fatores que levam à perda de neurônios podendo originar um quadro demencial, como por exemplo:
Ø falta de suprimento sanguíneo o qual leva nutrientes para estas células (isquemias ou infartos cerebrais constantes levando à demência vascular cerebral);
Ø carência ou descontrole de suprimentos para o bom funcionamento dos neurônios (como no caso da diabetes onde a falta ou descontrole da glicose pode afetar as células do cérebro levando às falhas da memória e baixo nível de atenção devido índice alterado da glicose, muito importante fornecedora de energia para o funcionamento neuronal);
Ø intoxicação pelo excesso de álcool de forma constante bem como substâncias alucinógenas (alcoolismo, adicção);
Ø intoxicação celular através de resíduos acumulados por mau funcionamento do metabolismo ao utilizar as substâncias de manutenção e nutrição das células (acúmulo progressivo de substâncias proteicas de forma desorganizada, como no Alzheimer levando à falha progressiva de memória e suas habilidades gerais);
Ø episódios convulsivos (“queima neuronal” como nas epilepsias levando às falhas de memória proporcionalmente à intensidade das crises);
Ø traumatismo craniano levando à destruição de tecidos cerebrais, os quais são formados pelos neurônios (acidentes que podem resultar desde falhas de memória até alterações comportamentais);
Ø má formação celular ou alterações da anatomia cerebral (síndromes congênitas, doenças genéticas que podem resultar desde falhas de memória até alterações comportamentais e dificuldades motoras);
Ø morte celular por desgaste de células neuronais (devido stress, fadiga, uso abusivo de medicamentosestimulação precária das funções mentais que podem resultar desde falhas de memória até alterações comportamentais);
Ø alterações psíquicas (como no caso da depressão que leva a um desinteresse do mundo externo empobrecendo os estímulos importantes para manutenção dos neurônios podendo levar a uma pseudodemência).
E cada sinal clínico citado, surge devido várias causas, por exemplo:
Ø Isquemias ou infartos cerebrais: que podem ser de origem genética, adquirida, alterações da pressão sanguínea de forma expressiva, doenças cardíacas, câncer, diversos fatores que se relacionam com a qualidade de vida…
Ø Alcoolismo, uso de drogas: ocorrem devido qualidade de vida, qualidade do bem estar sócio cultural, desenvolvimento de hábitos prejudiciais à saúde, fatores emocionais e/ou psíquicos…
Ø Diabetes e outras doenças hormonais: que podem ser de origem genética, adquiridas devido qualidade de vida e qualidade da alimentação anterior ao quadro, alterações estruturais ou metabólicas…
Ø Alzheimer: ainda não sabemos a origem, mas nos parece relacionar com a genética, estimulação precária dos neurônios, hábitos culturais, baixo nível de escolaridade, raça, psicossomatização, qualidade de vida…
Ø Epilepsias: ocorrem devido diversos quadros neurológicos de origem genética, doenças autoimunes, síndromes congênitas, uso abusivo de drogas, síndromes adquiridas, uso de medicamentos sem controle…
Ø Acidentes: perfurações, esmagamentos, rompimentos de estruturas cerebrais…
Ø Diversas síndromes e doenças: que podem envolver as estruturas neuronais alterando o funcionamento dos neurônios…
Ø Estresse e fadiga: como no caso da demência senil que se relaciona com a perda de células de acordo com o passar do tempo e acúmulo de experiências negativas…
Ø Depressão: o indivíduo “se desliga” do mundo externo e deixa de estimular suas habilidades mentais, desenvolvendo lapsos de memória enquanto o quadro clínico durar…
Puxa! São tantas possibilidades para uma demência aparecer…
Ampliando nossa visão, se meu pai ou minha mãe tiveram Alzheimer não significa que eu também terei, pois há outros fatores além da genética envolvidos na causa e a causa ainda não está definida. Sendo assim, por não conhecermos a causa do Alzheimer, como prevenir? Mas podemos, ao menos por enquanto, preservar ao máximo nossas habilidades, conjugando estilo de vida e alimentação saudáveis.
Há uma fala que também acho engraçada: “estou com meus 80 anos e graças a Deus estou bem de saúde, pois tenho pavor de ficar com Alzheimer”. Daí eu costumo brincar: “e ter câncer, você não tem medo não? Ter um derrame, uma pneumonia, um acidente… por que tem medo só de Alzheimer?.”
Estes são questionamentos que ainda ouvimos muito, principalmente de pessoas que estão próximas da terceira idade. Parece que de repente nossos pensamentos ficam tomados da consciência do tipo “o que será de mim daqui a pouco?” E então começamos a perguntar sobre coisas que se relacionam com a vida que se tem entre “a vida e a morte”.
O medo do sofrimento da dependência, de não ser cuidado, de não poder desfrutar da vida como acha que se deve desfrutar é o que nos assombra de fato no Alzheimer, mas as outras demências não ficam nem um pouco atrás. E então? Também ficarei preocupado com cada uma delas? Mas daí terei que viver em função dos compêndios de saúde, das inúmeras pesquisas que saem a cada dia, do marketing dos medicamentos, da tensão de ter ou não um acidente, de ficar ou não demente. Enquanto isso… minha qualidade de vida vai declinando, o tempo vai passando e eu vou perdendo tanta coisa construtiva e prazerosa.
Nossa condição humana nos deixa expostos a milhares de situações que podem nos prejudicar ou nos fazer felizes. Mas não devemos entregar a responsabilidade à condição humana, uma vez que a atenção em se viver e realizar escolhas é do ser humano, o protagonista da vida!
Não é engraçado vivermos com medo de ter alguma doença exclusivamente, como se somente aquela doença existisse?
O que podemos fazer para “se ver livre de alguma demência” é cuidar da saúde geral, ter um pouquinho mais de conhecimento sobre as doenças que nos amedrontam e fazer as coisas certas, pois são as coisas certas que nos fazem felizes.
Sendo assim, entendo que dentre tais situações várias são impostas e várias surgem de surpresa, mas, várias podem ser escolhidas por nós mesmos. Então… que tal escolhermos viver uma terceira idade leve? Feliz? Despreocupada com o que virá ao “usar o tempo no presente”, com “o que se tem e o que se é”?

Uma feliz idade para todos nós!

GRUPO DE APOIO SÃO FRANCISCO DE ASSIS


Registro fotográfico de nosso primeiro encontro em 27 de julho de 2015.

Nosso segundo encontro em 10 de agosto de 2015.

PRIMEIRO PASSO DE NOSSO BLOG

Olá, estamos iniciando agora o BLOG do GRUPO DE APOIO A FAMILIARES CUIDADORES DE IDOSOS COM ALZHEIMER.
Somos de Umuarama-PR e nos sentiremos felizes com muuuuuiiitas contribuições. Sempre serão bem vindas.
Um grande abraço a todos. Cacilda Zafaneli